domingo, 27 de dezembro de 2015

Glitter FORCE - 1ª Temporada


Desta vez vou falar da primeira temporada de Glitter FORCE, adaptação americana de Smile Precure! feita pela Saban Brands e exibida na Netflix, inclusive no Brasil.

A história básica não é diferente de Smile Precure!. Uma mudança que pode ser citada é que as Glitter Force seriam predestinadas a serem heroínas, algo que aparece no sonho da personagem principal, Emily Anderson, enquanto as Smile Precure ganharam seus poderes levadas pelas circunstâncias, por puro acaso. De fato, lembra um pouco Heartcatch Precure!, no qual as meninas também são predestinadas e recebem uma mensagem dentro de seus sonhos.

Outra mudança é que no primeiro capítulo logo é explicado a Emily o que é a Glitter Force e sua missão, algo que no original só aconteceria no sexto episódio, quando todas estão reunidas, e através do mascote Pop. Talvez para que o público logo saiba do que se trata a série.


Mudanças de Nomes

Como é de praxe, os nomes foram mudados, conforme segue:

Miyuki Hoshizora/Cure Happy -> Emily Anderson/Glitter Lucky (Glitter Rosa, na versão brasileira)
Akane Hino/Cure Sunny -> Kelsey Ace/Glitter Sunny (Glitter Laranja)
Yayoi Kise/Cure Peace -> Lily Parker/Glitter Peace (Glitter Amarela)
Nao Midorikawa/Cure March -> April Swanson/Glitter Spring (Glitter Verde)
Reika Aoki/Cure Beauty -> Chloe Rose/Glitter Breeze (Glitter Azul)

Royal Queen -> Queen Euphoria

Wolflun -> Ulric
Akaohni -> Brute
Majolina -> Brooha
Joker -> Rascal

Akanbey -> Buffoons

Pierrot -> Nogo

Os mascotes Candy e Pop não tiveram seus nomes mudados.

Takashi Otsuka, diretor de Smile Precure!, (que acabou sendo grafado "Takafumi" nos créditos) conta que teve um tremendo cuidado para que cada personagem tivesse um nome apropriado e fácil de entender pelos telespectadores. E eles seriam explicados no episódio 19 que, como eu esperava, acabou sendo cortado uma vez que tratava de um assunto que não é muito abordado em séries infantis deste lado do mundo.

Esse cuidado já ficou ausente em Glitter FORCE, com nomes que me parecem bastante aleatórios, com exceção de Emily, cujo sobrenome remete a Hans Christian Andersen, famoso autor de contos de fada. Uma curiosidade é que uma das palavras para "sorriso" em japonês é "emi" (笑み), o que remete a "Emily" e me faz pensar se isso foi uma brincadeira da equipe de tradução.

Fora isso, as outras Glitter não possuem nomes que sejam associáveis a suas personalidades ou características. O mesmo pode ser dito dos sobrenomes delas, enquanto que os de algumas Cures são associados a suas cores (ki=amarelo, midori=verde, ao=azul). 

Por outro lado, a mudança dos nomes dos vilões foi bem feita. Ulric (wolf/"lobo"+Elric?) ficou até mais bonito que o original. Brute, ficou simplório, mas apropriado e ele se tornou um troll, ao invés de um ogro ou um demônio, os seres análogos ao Oni japonês, seu motivo original. Brooha (broom/"vassoura"+bruja/"bruxa" em espanhol?) não ficou ruim. Nogo vem de "no go", que quer dizer "Não dá", e que também é apropriado. A mudança de Joker para Rascal foi engraçada e até existe uma piada com isso dentro da história, no episódio 19. Kelsey vê Rascal e diz "É aquele Joker de novo" e o vilão responde "Quase, mas o meu nome é Rascal". 

Joker? Você deve estar me confundindo com aquele cara bonito de Smile Precure!...

Driblando as diferenças culturais

As séries Precure foram feitas originalmente para o público japonês. A fim de criar mais proximidade com sua audiência, elas retratam aspectos, costumes e eventos típicos desse país. Fãs de desenhos japoneses estão familiarizados com esses elementos e conseguem ver a história se passando no Japão sem grandes problemas. Mas eles são apenas um nicho e o grande desafio da Saban ao adaptar a série foi o de driblar esses elementos, para poder alcançar um público mais amplo e fazer as crianças ocidentais terem proximidade com as personagens.

Reika, a personagem original de Chloe, viria de uma família tradicional japonesa e por isso seria difícil remover esses elementos dela. Mas como sua aparência é bem próxima de um estereótipo japonês, ela poderia passar por uma nikkey americana (apesar do sobrenome) e por isso as cenas em sua casa, tipicamente japonesa, não sofreram edições.

O problema é Kelsey, cuja personagem original, Akane, seria originária da província de Osaka, cujos aspectos culturais são característicos até mesmo no Japão e por isso seriam de difícil assimilação pelo grande público ocidental.

Talvez por isso tenham sido cortados os episódios 10 e 17 do original, que falavam de temas bem "osakanos", como o preparo de okonomiyaki (que é até apresentado brevemente como uma "pizza japonesa") e uma dupla de manzai, estilo de comédia stand-up típica da província. Creio que isso também envolveu direitos de imagem da dupla FUJIWARA, que existe de verdade e tem participação especial no episódio 17 (embora um deles, Takayuki Haranishi, seja fã confesso da série e provavelmente não se importaria em aparecer também em Glitter FORCE). Uma pena, pois esses episódios têm algumas das cenas de luta mais bonitas da série. Isso também reduz bastante a participação de Kelsey, deixando de contar sobre seu desenvolvimento.

Nada disso...
... e nem disso para os espectadores ocidentais.
Obs: nenhuma dessas animações é de minha autoria.

Chamou a minha atenção o fato de terem mantido os episódios que falavam da excursão para Kyoto, Nara e Osaka e fiquei pensando em como iam adaptar isso. Seria inviável mandar todos os alunos para o Japão e o jeito foi fazer com que o destino fosse uma "Exposição Ásia Pacífico". Uma solução um pouco forçada, pois os locais visitados seriam réplicas de várias construções japonesas, como o Pavilhão Kinkaku e o Castelo Osaka. E pelo visto em tamanho real (!).

E fizeram uma réplica em escala de 1/1 disso? Ok...
Esta cena então se passaria no estande de Tokusatsu da exposição?
Em tempo, a famigerada "bala de gyoza de soja fermentada" se tornou um "caramelo de mostarda com alho". Já o Festival Tanabata foi apresentado como uma festividade local da cidade, agora chamada de "Rainbow Hills", uma tradução literal para o inglês de "Nijiirogaoka", e escrever desejos para pendurar em ramos de bambu seriam uma tradição da família de Chloe.


Dublagem: de cinco cores para duas ou três

Quando vi que havia um canal de áudio em português brasileiro, imaginei que haviam chamado nomes como Márcia Regina, Fernanda Bullara ou Samira Fernandes, mas estava errado. Tratava-se de um estúdio do qual nunca havia ouvido falar, com vozes que não conhecia e com uma atuação que não era muito boa. Já vi coisa pior, como em algumas dublagens da antiga Locomotion (ex: Red Baron), mas ainda assim estava bem abaixo da média...

Resolvi trocar para a versão em inglês. Os dubladores americanos tinham uma interpretação muito melhor. A dicção é definida, de modo que tendo conhecimento básico de inglês é possível entender todas as falas mesmo sem legendas. Os vilões em especial se destacam, como Ulric, que tem um tom de voz até sensual, e Rascal, que manteve o tom sarcástico e zombeteiro do Joker. A atriz que fez a Emily/Glitter Lucky teve uma boa performance, mas ficou aquém de Misato Fukuen, que interpretou Miyuki/Cure Happy. Fukuen (assim como todas as Cures de rosa) consegue soltar um grito que parece vir do fundo da alma, que não sai da cabeça de quem o ouve. E ela faz isso sem inibições, o que é imprescindível para representar a personagem quando ela enfrenta grandes desafios. A dubladora americana infelizmente não conseguiu colocar essa força.

Tem espírito, mas faltou um pouco mais...
Também tive certa dificuldade de distinguir uma personagem da outra pela voz. O mesmo não ocorre em Smile Precure!, sendo que só de ouvir já dá para saber quem está falando.

É porque existe uma preocupação por parte da produção das séries Precure de escolher vozes que sejam diferentes uma da outra e que combinem com a personagem, mostrando como é sua personalidade. E elas têm de ser distintas mesmo entre personagens de características semelhantes, como por exemplo com Nao e Akane. Ambas são do tipo "garota esportiva", mas Nao tem um jeito de "irmã mais velha" enquanto Akane é mais "moleca". O mesmo ocorre entre as "irmãs mais velhas" do time, Reika e Nao (embora todas tenham a mesma idade). Reika é mais tranquila, enquanto Nao é mais agressiva. Não pude sentir esse empenho na seleção das dubladoras americanas, pois as vozes são muito parecidas umas com as outras, aparentando serem só duas ou três ao invés de cinco, como na versão japonesa.


CG: Uma sensação de estranheza

Assim como no original, na vinheta de encerramento são mostradas animações com danças em computação gráfica. As primeiras vinhetas usam cenas editadas das originais, e depois de um tempo são usados modelos feitos pela própria Saban. Mas a qualidade é muito abaixo da versão japonesa. De fato, elas causam bastante estranheza, com expressões duras, personagens se movendo como marionetes e texturas totalmente planas, com poucas cores.

Os modelos usados em Glitter FORCE
Os modelos usados em Smile Precure!
Preciso dizer alguma coisa?
É certo que na versão japonesa, os modelos de CG (Computação Gráfica) também não se parecem com humanos, e sim com desenhos animados. É porque esse é o estilo do Designer de CG da Toei Animation, Hiroshi Miyamoto, que conta em seu Blog como foi sua carreira (link aqui, em japonês). Miyamoto relata que teve que se esforçar muito para conseguir fazer CGs nas séries Precure, sendo que ele viu vários de seus trabalhos serem rejeitados por não atingirem um nível que fosse aceitável para a série. E só depois de muita dedicação e empenho, ele foi reconhecido ao fazer a vinheta do primeiro encerramento de Smile Precure!. E ele não parou por aí, cuidando depois de Saint Seiya Legend of Sanctuary (cujo trabalho ele descreve como um enorme sofrimento) e agora de uma parte do especial triplo de cinema de Go! Princess Precure, no qual ele se sentiu salvo ao ver as crianças curtindo seu trabalho, e que lhe rendeu o 1º lugar no CGWORLD Award 2015, promovido pela revista de mesmo nome e uma das mais conceituadas do ramo no Japão.

Depois de ler a história de Miyamoto e tudo pelo que ele passou e sabendo que a seleção da Toei Animation é bem rígida para esses assuntos, ver esses modelos originais da Saban de Glitter FORCE me dá uma sensação bem esquisita, não só visualmente...


Outras Mudanças: Para melhor ou para pior?

Quando soube que essa adaptação seria feita, fiquei contente em saber que iriam trazer o desenho para o ocidente. Mas ao mesmo tempo fiquei um pouco apreensivo, pois já vi muitas obras japonesas serem deturpadas e sofrerem pesados cortes ao serem importadas por empresas norte-americanas. Tenho um tremendo apreço por Smile Precure!, que foi a série que me fez gostar da franquia e que teve um grande impacto na minha vida.

Mas fiquei aliviado ao ver que as coisas mudaram de alguns anos para cá. Antigamente as adaptações eram bastante descuidadas, parecendo que os roteiros ocidentais eram escritos apenas vendo as cenas e sem ter acesso ao script original. Mas em Glitter FORCE, dá para notar que a equipe de tradução tentou fazer uma boa adaptação, que ficou surpreendentemente fiel em alguns pontos.

Os diálogos tiveram acréscimo de "humor americano", mas o sentido básico de cada frase não foi mudado, o que já é uma grande coisa. E algumas frases de efeito ficaram muito bem sacadas, como a da Glitter Sunny: "Se você mexe comigo está brincando com fogo!". O nome do golpe da Glitter Lucky, Sparkle Storm, soa bem.

Na verdade, houve até melhorias na argumentação de alguns episódios. Um exemplo seria naquele em que as meninas participam da corrida de revezamento. Nele são feitas mudanças que dão mais coerência à personagem de Nao/April e dão mais força ao esforço conjunto para se realizar um feito. Outro seria no episódio em que elas enfrentam um monstro que dá questões de conhecimentos gerais. Na hora de enfrentar Chloe, ele faz perguntas mais difíceis que as usadas contra suas amigas, enquanto no original são exatamente as mesmas.

Por outro lado, existem diferenças substanciais no episódio em que elas são derrotadas por Rascal e têm Candy raptada. As Cures entendem que se trata de uma luta da qual elas podem não retornar. Por isso hesitam e têm dúvidas. As Glitter têm medo, mas são um pouco mais resolutas em salvar Candy e proteger o mundo e atribuem esse temor à Energia Negativa. Qual é melhor? As Cures, que se comportam como meninas de sua idade ou as Glitter, que se comportam como super heroínas? Ambas são mostradas de forma coerente.

Outra adaptação que gostei foi a tradução do termo 妖精 (yousei), usado para denominar as mascotes de Precure. Foi usada a palavra "pixie", que acho bem mais apropriada que "fairy", usada mais comumente, mas que para mim remete a uma entidade maior. Outra palavra que poderia ser usada seria "sprite". De qualquer jeito, na versão brasileira traduziram como "duende", o que ficou bem estranho.

Achei também que as cenas de luta seriam muito violentas para as crianças daqui, mas elas foram exibidas sem cortes, em toda a sua intensidade. Até mesmo as cenas com expressões assustadoras são mostradas sem edições. Só foi cortada a única cena em toda a série que teria cunho sexual: a do close no avantajado busto de Brooha em sua forma jovem.

Esta cena pôde ficar.
Esta teve que sair.

Mesmo assim houve pontos que me incomodaram.

A trilha sonora é um grande ponto fraco da série. A música-tema é um tanto genérica, embora tenha notado que a parte final é bem parecida com a original japonesa. A parte que diz "And forever and ever we'll stay Glitter Force" tem a mesma melodia da frase "Kagayaite SMILE PRECURE". As músicas de encerramento são medianas e não têm a mesma força do YAY! YAY! YAY! de Smile! e não passam aquela mensagem positiva típica das séries Precure. De fato, uma das canções americanas fala sobre "pegar um avião e fazer compras em Los Angeles", o que é bem fora do lugar. As músicas de fundo também são altamente genéricas e não ficam na memória. Ainda, a escolha é bastante inapropriada para cada situação e diminui em muito a carga emocional das cenas. Na verdade até tira a dramaticidade necessária em algumas.

Yayoi sofreu algumas alterações na personalidade. Lily parece mais irônica e auto-zombeteira. E ao invés de super heróis, ela gosta de animais, indicando um zoológico na excursão da escola ao invés de um show do Taiyo Man. Sua frase de efeito como Glitter Peace também foi alterada para "Cachorrinhos e gatinhos! O poder do Amor!". É certo que a frase da Cure Peace também não fazia sentido, mas o que doeu foi terem tirado o "jankenpon" da frase, no qual ela de fato faz essa brincadeira com o telespectador, mudando a posição de sua mão para "pedra", "papel" ou "tesoura". Isso foi eliminado talvez por esse jogo não ser muito popular nos Estados Unidos.

E em algumas cenas, especialmente aquelas com efeitos de luzes ou com movimento mais frenético, há uma diminuição do brilho, talvez para evitar que alguma criança tenha algum tipo de ataque epilético, como aconteceu no chamado "Choque Pokémon". Achava que os japoneses andavam bem superprotetores esses dias, mas pelo visto os americanos conseguem ser mais ainda.

Smile Precure!
Glitter FORCE
Não era para ser uma "Força Cintilante"?!


Conclusão: Uma diferença de temperatura

As séries Precure são feitas com bastante cuidado, esmero e até mesmo carinho pela Toei Animation. Posso sentir isso nas entrevistas que li e nos depoimentos em áudio e vídeo das equipes de produção. Em todas elas, os produtores, diretores e desenhistas apontam a liberdade criativa que a série proporciona por não ter muitas restrições e com isso eles podem cultivar seus próprios trabalhos, algo que não é possível quando são feitas adaptações de obras já existentes com conceitos pré-estabelecidos e que não têm muita tolerância a alterações. Um cultivo que também é feito pelos atores, que dedicam tempo para compor seus personagens e aprimorar suas técnicas com bastante apreço. Existe um espírito de união e amizade nas equipes de dublagem, tanto que alguns dubladores continuam se falando uns com os outros e promovendo encontros mesmo anos depois do fim de cada série. As equipes que fazem as séries Precure têm consciência de que seu trabalho é voltado para as crianças, mas ainda assim se esforçam para que todos os elementos (história, imagem, som) ajam em conjunto para fazer algo que as agrade, tendo em mente que elas são um público bastante exigente. E também são levados em consideração os pais que vêem o programa junto com os filhos, dando-lhes algo que eles possam ver sem problemas.

Por outro lado, em Glitter FORCE, parece que o esforço ficou só com a equipe de tradução/adaptação e com as dubladoras, que apesar de não serem as mais adequadas, fizeram bem seu trabalho. A produção, que teria de fazer uma seleção mais criteriosa nesse sentido, aparentemente não se empenhou. Até teve um cuidado, mas que foi tomado nos lugares errados. As produtoras americanas parecem subestimar as crianças, com uma superproteção desnecessária e negligenciando os efeitos dramáticos (especialmente a música), como se achassem que elas não vão ligar para isso e aceitarão qualquer coisa, bastando apenas caprichar no visual. O "calor" não é o mesmo das equipes japonesas.

Mesmo assim, no total, Glitter FORCE foi uma adaptação boa, apesar dos cortes, por manter a essência e o espírito do original, Smile Precure!, assim como sua mensagem de união, amizade e de nunca desistir, que é o mais importante. Esta não é a primeira vez que tentam trazer as séries Precure para o ocidente, sendo que a primeira, adaptando Futari wa Precure, sob o título (apropriado) de Pretty Cure, acabou não dando certo. Mas torço para que desta vez funcione. Acredito que Smile Precure! foi uma boa escolha por ser a mais leve de todas e por isso não precisaria de muitas alterações para ser exibida por aqui. Ela também contém elementos das outras séries e por isso é um bom introdutório para a franquia, caso resolvam trazer mais. E isso posso dizer por experiência própria.

Esta foi apenas a primeira temporada e fico no aguardo da segunda. Não espero que tenham melhorado a produção e sinto que desta vez o número de episódios cortados vai ser bem grande, uma vez que a série tinha 48 episódios e Glitter FORCE terá quarenta. Mesmo assim torço pelo seu sucesso e que tragam mais séries Precure para cá, ainda que desta forma.

4 comentários:

  1. O chato é que a poucos anos Glitter Force poderia passar no
    cartoon ou na nicklodeon sem problemas e fazer algum sucesso,
    mas agora animes e ação em geral são tabu para as emissoras,
    e nem adaptações americanas mudam isso.

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    1. É verdade. Gostaria de saber por que as coisas mudaram nesses últimos tempos. Se até os canais pagos estão desse jeito...
      Mas é bom ter por aqui, ainda que desta forma. E torço para que seja conhecido.

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  2. Acho que a dita "censura" ocorre porque, mesmo sendo disponibilizado apenas na mídia paga (no caso, o Netflix), qualquer criança com o controle remoto da Smartv na mão pode assistir à série inteira quando bem entender. E o mesmo conteúdo está disponível na sessão "Kids" do Netflix.

    Também não é segredo pra ninguém que os americanos têm por hábito censurar cenas de perversão e violência acima da média. Eu já fui bastante contrário a esse tipo de censura e confesso que minha opinião não mudou, mas também já não me irrito mais tanto com isso. Temos que entender que os tempos e os padrões culturais são outros e, sim, vivemos numa época mais "amolecida".

    Assisti a Glitter Force no Netflix e me surpreendi positivamente, porque estava preparado psicologicamente pra ter o mesmo asco que costumo sentir ao ver produções by Saban/Disney. Acho que só o fato de termos acesso a esse tipo de produção aqui no Brasil já é um motivo pra comemorarmos. ^^

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    1. Obrigado, Bruno Seidel!

      Essas "adequações" já são algo que aprendi a lidar e relevar. Mas desta vez fizeram direito a adaptação da série (ao menos em relação à tradução). Pena que a música ficou para escanteio.

      E pelo menos as lutas são mostradas na íntegra, inclusive as do capítulo 23 (que equivale ao último da temporada), que são bem intensas. O tema principal de Precure é bem parecido com o de Super Sentai, então quem gosta de Tokusatsu acaba gostando dessas séries também. Ao menos no Japão...

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